MANOEL MORENO, poeta e músico.
O poeta Manoel Moreno nasceu em Flores, no Ceará, em 1947. Além de se dedicar à poesia, compõe, toca violão e faz shows. A vida de Manoel se faz e se refaz constantemente em torno destes dois polos artísticos.
Manoel Moreno lançou dois livros de poesias. Aldeia, em 1997, ilustrado com xilos de Noemi Ribeiro e Casulo, em 2006. Este último muito elogiado pelos poetas: Paulo Torres, Álvaro Mendes, Salgado Maranhão, Chico Xaves e pelo editor de livros raros Salvador Monteiro, entre outros importantes autores.
O poeta e músico estudou violão e teoria musical nas escolas Vila Lobos e Lorenzo Fernandes e estudou canto com o professor Marçal Romero. Pesquisou do clássico ao popular, chegando à música experimental. Escutou violonistas de diferentes estilos e obteve informações para idealizar a sua composição. Agora, o artista apresenta o CD, Flores do Agreste –, um projeto solo de música para violão, que contém sons da caatinga, frases da música clássica e ritmos nordestinos, que se identificam no seu modo de tocar.
Manoel Moreno lançou dois livros de poesias. Aldeia, em 1997, ilustrado com xilos de Noemi Ribeiro e Casulo, em 2006. Este último muito elogiado pelos poetas: Paulo Torres, Álvaro Mendes, Salgado Maranhão, Chico Xaves e pelo editor de livros raros Salvador Monteiro, entre outros importantes autores.
O poeta e músico estudou violão e teoria musical nas escolas Vila Lobos e Lorenzo Fernandes e estudou canto com o professor Marçal Romero. Pesquisou do clássico ao popular, chegando à música experimental. Escutou violonistas de diferentes estilos e obteve informações para idealizar a sua composição. Agora, o artista apresenta o CD, Flores do Agreste –, um projeto solo de música para violão, que contém sons da caatinga, frases da música clássica e ritmos nordestinos, que se identificam no seu modo de tocar.
Manoel Moreno violão e André Cipolla violino.
Músicas do CD - Flores do Agreste.
- Galope
- Cair da tarde
Vídeo da exposição "O que te alimenta..." (http://www.oquetealimenta.com)
Concepção de Noemi Ribeiro
Composição musical "Letargia" de Manoel Moreno
Interpretação Manoel Moreno (violão) e Andre Cipolla (violino)
Filmagem Antonio Caetano
Estúdio Mundo Novo
Edição de vídeo João Dorigo
Interpretação Manoel Moreno (violão) e Andre Cipolla (violino)
Filmagem Antonio Caetano
Estúdio Mundo Novo
Edição de vídeo João Dorigo
Abaixo fotos dos músicos em apresentação ao vivo no Teatro Glaucio Gil, no sarau Poesia Simplesmente.
Aldeia
Livro de poemas publicado em 1997, no Rio de Janeiro, pela Papel & Tinta.
Os homens, ao longo do tempo, passam por depurações que os vão tornando mais belos, mais prósperos, porém não menos corajosos, sinceros e audazes.
Aldeia narra o feito deste homem que, pela resistência, purificou-se através da música e da poesia, pois ele escreve e canta um canto novo com o frescor de uma manhã alegre.
A poesia e a música têm contribuído muito nas relações humanas, integração e interação nesta multicultura brasileira. Vindo de berços ancestrais, frutificado em raízes originais, Aldeia prima pela dissidência. É o elo de um movimento amplo, criado no labirinto da saudade e dos movimentos sociais ligados à fonte genuína de nosso folclore, como a Festa do Divino, a Feira de Caruaru e o Círio de Nazaré.
Texto do poeta mato-grossense Hermes Maciel.
Livro de poemas publicado em 1997, no Rio de Janeiro, pela Papel & Tinta.
Os homens, ao longo do tempo, passam por depurações que os vão tornando mais belos, mais prósperos, porém não menos corajosos, sinceros e audazes.
Aldeia narra o feito deste homem que, pela resistência, purificou-se através da música e da poesia, pois ele escreve e canta um canto novo com o frescor de uma manhã alegre.
A poesia e a música têm contribuído muito nas relações humanas, integração e interação nesta multicultura brasileira. Vindo de berços ancestrais, frutificado em raízes originais, Aldeia prima pela dissidência. É o elo de um movimento amplo, criado no labirinto da saudade e dos movimentos sociais ligados à fonte genuína de nosso folclore, como a Festa do Divino, a Feira de Caruaru e o Círio de Nazaré.
Texto do poeta mato-grossense Hermes Maciel.
Casulo
Livro de contos e poemas publicado em 2006, no Rio de Janeiro, pela Papel & Tinta.
Quando Manoel Moreno publicou Aldeia, em 1997, profundamente ilustrado com as xilogravuras de Noemi Ribeiro, ali estava um homem do presente, atormentado pelas sinas do mundo em que habita, expondo sua perturbação ante o horror que as diferenças impõem nas relações com semelhantes. Ensinaram-lhe igualdade, mas o que via eram abismos. No afã de exterminá-los, o que vinha era o espanto do inútil, já que os homens apenas se assemelham, com suas cargas únicas e duradouras e seus momentos instantâneos de felicidade.
Horror, loucura, pânico e impotência ante a tragédia humana ali estão expressos, e sofridos, por quem não se contém, ante a desdita, e por isso grita a dúvida e eleva a voz pelos desvalidos, manifestação necessária de uma alma pura – aflição dos inocentes.
Cada drama, cada ser que suplica, na vastidão de existir na calçada, traz uma lágrima real de Manoel Moreno. E ele encontra na escrita um alento. Salva-se de sucumbir, no movimento que é criação e sobrevivência. Agora que revela o Casulo, apesar da sugestão do interno, eis que se encontra com o seu lugar nesse mundo, que supõe sombrio, mas que tem nele mesmo a luz, de contraponto, para estancar o sofrimento e encontrar o corpo, místico, mas também músculo, seiva e música, e de onde vem o grande impulso que habita a sua alma de poeta. A penetrar em seu Casulo, Manoel Moreno deixa a Aldeia para entender-se com o universo que o transforma e do qual é o transformador.
Texto da poetisa Helena Ortiz, publicado no livro Casulo.
Livro de contos e poemas publicado em 2006, no Rio de Janeiro, pela Papel & Tinta.
Quando Manoel Moreno publicou Aldeia, em 1997, profundamente ilustrado com as xilogravuras de Noemi Ribeiro, ali estava um homem do presente, atormentado pelas sinas do mundo em que habita, expondo sua perturbação ante o horror que as diferenças impõem nas relações com semelhantes. Ensinaram-lhe igualdade, mas o que via eram abismos. No afã de exterminá-los, o que vinha era o espanto do inútil, já que os homens apenas se assemelham, com suas cargas únicas e duradouras e seus momentos instantâneos de felicidade.
Horror, loucura, pânico e impotência ante a tragédia humana ali estão expressos, e sofridos, por quem não se contém, ante a desdita, e por isso grita a dúvida e eleva a voz pelos desvalidos, manifestação necessária de uma alma pura – aflição dos inocentes.
Cada drama, cada ser que suplica, na vastidão de existir na calçada, traz uma lágrima real de Manoel Moreno. E ele encontra na escrita um alento. Salva-se de sucumbir, no movimento que é criação e sobrevivência. Agora que revela o Casulo, apesar da sugestão do interno, eis que se encontra com o seu lugar nesse mundo, que supõe sombrio, mas que tem nele mesmo a luz, de contraponto, para estancar o sofrimento e encontrar o corpo, místico, mas também músculo, seiva e música, e de onde vem o grande impulso que habita a sua alma de poeta. A penetrar em seu Casulo, Manoel Moreno deixa a Aldeia para entender-se com o universo que o transforma e do qual é o transformador.
Texto da poetisa Helena Ortiz, publicado no livro Casulo.

