Paulo Torres, Manoel Moreno


Breves considerações da poetisa Elisa Flores sobre as obras de Paulo Torres.

Li de um só fôlego este livro com o qual muito me identifico e admiro. Belíssimos poemas! Com relação ao livro anterior Estruturas Poéticas (jogos de palavras – aliterações), os poemas de Olhares já apresentam um perfil mais definido, embora mantendo pontos de contato com os do livro anterior, e os do posterior Sombras e Sorrisos.
Em Olhares sobressai o lirismo de Paulo Torres, aliás, constante em suas obras.
Por ser amante da música, seus poemas estão eivados de musicalidade – Vôo – além de títulos sugestivos com Prelúdio e Andante.  Nota-se a presença do médico, profissão do autor, em poemas como CredoMatizes platirríneos ou em os Crânios dolicocéfalos. Observam-se neologismos – zero, desvisto-me e desimportância. Não esqueço de considerar aqui, sua biografia em Infância, retratada de modo poético e encantador.

Elisa Flores  - Participou de revistas, antologias e jornais literários escrevendo artigos, contos, crônicas e poemas. Ajudou a fundar e atuou no jogral Arautos de um Tempo. Integrou, no biênio 2003/2004, a Oficina de Consultoria Literária de Cairo de Assis Trindade. Realizou palestra sobre trovas no evento "João do Rio", em agosto de 2004.
 Autora de De Pedra e de Flor, ganhou, por três vezes, o 1º lugar em concursos de trovas promovidos pela UBT; ganhou o Troféu Revelação nos Jogos Florais de Nova Friburgo. Faz parte da atual diretoria do Sindicato dos Escritores do Estado do Rio de Janeiro (SEERJ), onde orienta a Oficina de Trovas. Elisa colabora no jornal Rio Letras, assinando uma coluna literária.



PAULO TORRES

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ESTRUTURAS POÉTICAS
Livro de poesias publicado em 1997, no Rio de Janeiro, pela Papel & Tinta editora.

O autor, por razões desconhecidas, nasceu no Rio, em 1948, ano bissexto, às vésperas do carnaval. No meio do caminho tropeçou em assuntos de medicina com os quais se envolveu, não para sempre. Perambulando por corredores de velhos hospitais, deu-se a indagações sobre a vida e a morte cotidianas. Estes pequenos textos foram, então, surgindo. Protegidos por anos, em cômoda inexistência, num fundo de gaveta, passaram, recentemente, a reclamar, alegando a incoerência da situação: inexistir, existindo. Alguns, por isso, estão aqui publicados, para alívio e desassossego do autor.


Texto da quarta capa do livro.


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OLHARES 
Livro de poesia publicado em 2000, no Rio de Janeiro, Papel & Tinta editora. 


Recriação, transgressão, transcendência – eis as palavras que me vêm à mente, de imediato, quanto penso em arte.  E elas trazem outras: compaixão, busca, tensão, mudança, encontro, identificação, troca. 
Através da arte pode-se sentir o que é intocável no outro, ver o que nele é invisível, compreendê-lo sem precisar traduzi-lo. Deixar-se levar pela arte é deixar-se fecundar. Ela nos multiplica, que a arte toda, sabemos, é sempre erótica. 


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SOMBRAS E SORRISOS
Livro de poesia publicado em 2006, no Rio de Janeiro, Papel & Tinta editora.

Os pequenos textos deste livro, talvez poemas, foram escritos entre 1980 e 2005. Estão dispostos sem qualquer ordem cronológica. Para eles o tempo não tem importância porque somente existem nos breves momentos em que os olhos do leitor os percorrem. Torcem, então, para que os olhos os levem ao coração e ali se desfaçam em breves sorrisos que amenizem as sombras. Se isto se der, que só para isto foram criados, ficarão tranquilos, silenciosos, existindo, porém inexistentes, quando o livro for fechado. 


    O autor aguarda sua opinião.

Amigos e poetas, Paulo Torres e Manoel Moreno, colocam à disposição da rede mundial de computadores a sua produção artítica.